quinta-feira, 18 de abril de 2013

VEIO PARA O QUE ERA SEU, MAS OS SEUS NÃO O RECEBERAM

                           Veio para o que era seu, MAS os seus não o receberam

[Jesus] estava no mundo, e [soma, adição] o mundo foi feito por ele, e [=mas, porém, contudo, todavia, entretanto (em oposição)] o mundo não o conheceu.

Veio para o que era seu, e[=mas, porém, contudo, todavia, entretanto] os seus não o receberam.

MAS, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que creem no seu nome.

            O mundo,que deveria conhecer a Jesus, porque é obra de suas mãos, não o conheceu. Ele veio para os seus, só que em oposição a isso, aqueles que lhe pertenciam não o receberam. “Ah, se tu conhecesses, ao menos neste dia, o [=aquele] que a tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos.” Jesus disse isso chorando, lamentando essa rejeição, porque os seus escolhidos não perceberam que ele veio visitá-los naquele tempo (Lucas 19.41-42): ”Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das suas asas, e tu não quiseste!...” (Mateus 23.37)
            Jerusalém, ele veio para vocês, e ( este  E com sentido de adversidade,) em oposição a acolhida, vocês não o receberam. O correto seria: Ele veio para aqueles que eram seus, e os seus o receberam. Aí sim, o E seria uma soma (uma encadeamento de ações): ele vindo e os seus o recebendo.
            Entretanto (contrariamente ao que se esperava) os seus não o receberam.
            Todavia, algo extraordinário acontece: Todos aqueles que o receberam, mesmo não sendo o povo escolhido (a nação de Israel), ganham um poder inusitado. Sabe que poder é este? O poder de serem feitos (de sofrer a gloriosa ação) de se tornarem filhos de Deus. E quem recebe este poder são todos aqueles que creem no seu nome. Quem quer este poder? Nós podemos, podemos sim. Podemos receber o maravilhoso poder de sermos feitos filhos de Deus. Aleluia!

segunda-feira, 25 de março de 2013


NARRATIVA PROFÉTICA
            Hoje quero falar sobre narrativa profética, que é aquela em que os acontecimentos são vistos como posteriores à narração (indicando futuro). E ainda quando o presente adquire valor de futuro; ou, então, imagina-se o acontecimento futuro como algo passado, usando os verbos no passado.
            Em Isaías 9.6 há uma harmonia perfeita entre PASSADO: “...um menino nos nasceu, um filho se nos deu...”, PRESENTE: “... e o principado está sobre os seus ombros...” e FUTURO: e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz”. É isso mesmo, o passado, o presente e o futuro se encontram em Jesus, pois afinal de contas “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente”, Hb 13.8. 
            Vejamos: quando o texto de Isaías diz que um menino nasceu para nós, e que um filho deu a si mesmo para nós, os verbos estão no passado, num tempo em que ele ainda nem nascera, como se já tivesse nascido, porém era apenas a profecia. O mesmo texto também diz que o principado está sobre os seus ombros. Colocando no presente do indicativo uma força atemporal (está. Transmitindo a ideia da ação ininterrupta). No contexto de Isaías, ele ainda não havia nascido; não havia feito a si mesmo carne, para habitar com os homens. E o futuro vem representado pelo verbo SER, no futuro de presente do modo indicativo, que indica uma ação futura tida como certa, em relação ao tempo atual. Ele diz: O seu nome será. Algo certo, determinado. Inquestionável. E este nome aparece subdividido em cinco itens, na realidade cinco substantivos que, referentes a Jesus, atribuem-lhe qualidades que lhe são inerentes, pois ele é: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. Opa! Mas... Cadê o ‘e’ que deveria indicar o item Príncipe da paz como o último nome da listagem, finalizando-a? O trecho não traz essa conjunção aditiva, pois o que temos é simplesmente uma vírgula; porque os atributos de Jesus não têm apenas cinco itens em sua lista. São muitos mais. Ele é Onipotente, Onisciente, Onipresente, O Senhor dos Exércitos, O Senhor dos Senhores, e muitos outros. A vírgula ali é justamente para indicar que a lista é grande, e que o ‘e’ a diminuiria na essência. Ele é o Verbo, a ação de Deus, que se manifesta em multiforme sabedoria; consolando-nos com sua palavra, que nos traz esperança: “Eis que venho sem demora...” Ap 3.11. “Certamente cedo venho. Amém.” Ap.22.20. Aqui o presente do indicativo, representado no ’venho’ traduz toda a força da narrativa profética. Venho em lugar de virei é a certeza de que a sua vinda está confirmadíssima. Ora vem, Senhor Jesus! Estamos te esperando.

segunda-feira, 18 de março de 2013


A MINHA FALA ME DENUNCIA
“Verdadeiramente tu és um deles, pois a tua fala te denuncia”. Esta frase consta em Mateus 26 __ Ela foi pronunciada em referência ao apóstolo Pedro em um dos piores momentos de sua vida: quando estava pela 3ª vez negando a Jesus.
Mas, qual a fala de Pedro que o denunciava? Então me deparei com a frase: “Não conheço tal homem”. Era de Pedro. Foi ela que o denunciou. E não somente esta, mas também a primeira de todas as frases que foram pronunciadas naquela ocasião em que ele negava a Cristo: “Tu também estavas com Jesus, o Galileu __ uma criada lhe disse. Mas Pedro em sua fala (embargada e cheia de sentimentos contraditórios) disse: “Não sei o que dizes”. (Posso ouvi-lo com meu coração) Aquela fala ecoa até os nossos dias. E assim como Pedro, talvez tenhamos a mesma fala (que é a utilização individual da Língua): Não conheço esse homem”. (Como assim?! Tantas vezes ceamos com ele. Está há tanto tempo conosco... nós o conhecemos sim. E devemos prosseguir em conhecê-lo mais [Os 6.3] ).
Qual é mesmo o conceito de fala? É a utilização individual da Língua. É  a forma peculiar da pronúncia de alguém. Havia em Pedro uma forma diferenciada; por isso sua fala o denunciada. __ assim também os efraimitas, tentando enganar os gileaditas, diziam Sibolete, quando deveriam pronunciar Chibolete, para que pudessem atravessar os vaus do Jordão, mas só conseguiam dizer Sibolete (42.000 mil homens). Foram todos estes degolados pelos homens de Gileade. (Veja Juízes 12.1-7).
Há um jeito único cristão de ser. Há um modo exclusivo no falar. Somos de Cristo. Ainda que queiramos nos esconder atrás das palavras que dizemos, a nossa fala nos denuncia sempre. E ouvimos o que dizem, pois também estamos com Jesus – o Galileu. E nos alegramos por estarem os nossos nomes escritos nos céus (Lucas 10.20). “Agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.” Agora, pois, te digo: Sim. Eu estou com Jesus, o Galileu. A minha fala me denuncia, não é mesmo?! Que bom!