terça-feira, 13 de setembro de 2011

linguagem jurídica

                   Linguagem Jurídica
“...Temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.”
(I João 2.1)   

A linguagem do enunciador revela quem ele é:
O modo de dizer dá confiabilidade ao que se diz. Utilizar também um vocabulário adequado à situação de interlocução dá credibilidade às informações veiculadas. Se um médico não se vale de termos científicos ao fazer uma exposição sobre suas experiências, desconfiamos da validade delas. Se um professor não é capaz de usar a norma culta, achamos que ele não conhece a sua disciplina. (SAVIOLI e FIORIN, 1997, p.291)

Jesus se revela todo o tempo: Pelos seus atos, pela sua postura, por suas palavras. E o primeiro versículo do capítulo 2 da primeira epístola de João diz que Jesus Cristo é o nosso advogado:
Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis e, se alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, JESUS CRISTO, O JUSTO.” (I JOÃO.2.1-ARC- grifo meu)
Portanto, como advogado Jesus Cristo utiliza a linguagem jurídica, pois é necessário que assim o faça: Os termos forenses dão a Cristo credibilidade e confiabilidade, porque Cristo no céu pleiteia a nossa causa perante Deus, e intercede por nós.
ü “Porque eu, o Senhor, falarei, e a palavra que eu falar se cumprirá, não será mais diferida.” (EZEQUIEL 12.25)
·       DIFERIDA: adiada, retardada

ü “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: Não vim ab-rogar, mas cumprir.” (MATEUS 5.17)
·       AB-ROGAR:  Revogar totalmente uma lei por outra
·       REVOGAR:  Fazer que deixe de vigorar, de ter efeito, ou de ser válido, anular.

ü “Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo.” (JOÃO 1.47)
·       DOLO: Má fé, ânimo constante de agir de maneira ilícita, intenção de prejudicar, de violar direito alheio, o que o diferencia da culpa, em que não existe a intenção deliberada.


JESUS CONTOU A HISTÓRIA DO FILHO PRÓDIGO
                      (LUCAS 15.11-32) 
·       PRÓDIGO: Aquele que faz habitualmente, gastos injustificáveis, imoderados, sem proveito, o que dissipa o seu patrimônio. O pródigo está relacionado entre aqueles relativamente incapazes da vida civil.



                                               Parábola do filho pródigo
          Jesus disse aos e publicanos e pecadores (LUCAS 15.10) ”...há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”.
          E contou: Um certo homem tinha dois filhos; e o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.
         E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente.
         E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades.
         E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos.
         E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada.
         E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!
         Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros.
         E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava  longe, vi-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.
         E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.
         Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa o melhor vestido, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mãos, e alparcas nos pés;
         E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos;
         Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.

JESUS PERGUNTOU A MULHER ADÚLTERA
PELOS SEUS ACUSADORES  (JOÃO 8.1-11)

·       ADÚLTERA: aquela que comete crime contra o casamento caracterizado pela quebra da fidelidade conjugal  pelo fato de manter conjunção carnal com um terceiro.
·       ACUSADORES: aqueles que auxiliam nos crimes de ação pública.
A mulher adúltera
[Jesus estava no templo] E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; e pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando, e na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu pois que dizes?
Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra.
E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.
E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra.
Quando ouviram isto, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio.
E, endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condenou: Vai-te, e não peques mais.